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Governo vai Pagar Bolsas para Projetos Privados de Inovação

Posted on : 04-03-2013 | By : admin | In : ITESCS, Tecnologia

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Ao menos R$ 12 milhões serão distribuídos a pesquisadores trabalhando em empresas com programas de desenvolvimento no país

RENATA AGOSTINI DE BRASÍLIA

O governo vai lançar, em abril, o edital de um projeto inédito de bolsas de estudo, pelo qual financiará pesquisadores que atuarem em programas de inovação conduzidos pela iniciativa privada.

Os detalhes finais do edital ainda estão sendo discutidos no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mas já está definida a oferta de pelo menos R$ 12 milhões em novas bolsas nos próximos três anos.

O modelo difere daquele que hoje rege os programas para o setor, como o Ciência Sem Fronteiras, carro-chefe da política de incentivo à pesquisa do governo. Pelo Ciência Sem Fronteiras, os pesquisadores brasileiros recebem bolsas para participar de programas de graduação e pós-graduação em universidades do exterior. A ideia agora é que os estudantes trabalhem em projetos de desenvolvimento conduzidos por empresas no próprio país.

Além de bolsas semestrais e anuais, o edital irá prever o “estágio de verão”, no qual os estudantes de pós-graduação e doutorado trabalharão no projeto nas férias.

Ao arcar com parte da mão de obra necessária, o governo pretende acelerar a implementação de projetos de inovação em solo brasileiro.

A seleção das empresas participantes e do número de bolsistas a que terão direito em cada projeto será feita pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A escolha dos bolsistas ficará à cargo de cada companhia.

Para entrar no grupo de beneficiadas, as empresas terão de comprovar que têm projetos permanentes de pesquisa e desenvolvimento no país.

“Terão de ser projetos de tecnologia de ponta. Queremos incentivar o fluxo de ideias. Não adianta a faculdade ficar isolada. Vamos levar estudantes a empresas avançadas e abrir portas para que eles se empreguem no futuro”, afirma Virgílio Fernandes Almeida, secretário de política de informática.

O novo modelo de bolsas será lançado como parte do programa TI Maior, cujo objetivo é aumentar o parque tecnológico brasileiro.

Por meio dele, o governo já atraiu o compromisso de investimento de três multinacionais de tecnologia: Microsoft, EMC e Intel. Juntas, elas prometem aportar no país R$ 700 milhões em cinco anos e já manifestaram interesse em participar do edital.

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/96411-governo-vai-pagar-bolsas-para-projetos-privados-de-inovacao.shtml

Chile Aprova Lei para Abrir Empresa em Um Único Dia

Posted on : 28-02-2013 | By : admin | In : ITESCS, Notícias, Tecnologia

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Quanto tempo é necessário para abrir uma empresa no Brasil? 119 dias. Se você acha muito, espere para ver quanto tempo leva para fechar uma empresa!

O custo de abertura também é salgado. Em média, R$ 2.038. Isso é uma ducha fria para qualquer empreendedor, especialmente aqueles interessados em internet.

Já nosso vizinho, o Chile, acaba de dar um olé no Brasil. Os hermanos aprovaram uma nova lei em que a abertura de empresas passa a ser feita em um único dia. Tudo pela internet, sem papelada.

E, para completar, a custo zero. O Chile percebeu que a melhor forma de promover o desenvolvimento é apostar na dobradinha empreendedorismo e inovação.

Outro exemplo de medida adotada por lá é o programa “Start-up Chile”. Concede até R$ 80 mil para pessoas de qualquer lugar que queiram desenvolver uma boa ideia empresarial no país.

Até a obtenção de vistos é facilitada, tudo para atrair talentos globais. Os resultados são eloquentes: 600 start-ups criadas, originadas em 50 países diferentes.

Há alguns dias visitei a incubadora de empresas 21212 (o nome mistura o prefixo do Rio com o de Nova York), no Rio de Janeiro.

Fiquei surpreso com garotos e garotas, muito jovens, todos mandando ver em suas pequenas empresas de tecnologia.

Conversando com o fundador do projeto, Benjamin White, concordamos que os jovens brasileiros têm a ambição de empreender na internet.

O problema é que ficam desapontados assim que percebem o tamanho da encrenca da burocracia do país. Nesse quesito, o Chile está ganhando de goleada do Brasil.

Ronaldo LemosRonaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e do Creative Commons no Brasil. É professor titular e coordenador da área de Propriedade Intelectual da Escola de Direito da FGV-RJ. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como “Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música” (Aeroplano). Escreve às segundas na versão impressa de “Ilustrada”.

No Reino Unido Teles Disputam Wi Fi

Posted on : 26-02-2013 | By : admin | In : ITESCS, Tecnologia

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por Daniel Thomas

Uma piada que circula no Reino Unido diz que a única razão pela qual os clientes frequentam uma conhecida rede de cafés é por seu serviço de conexão à internet via Wi-Fi e banheiros gratuitos. Para muitos usuários de celulares, a possibilidade de acesso sem fio à internet tornou-se um “serviço de utilidade pública”, especialmente em centros urbanos, onde está em curso uma corrida cada vez mais acirrada pela posse de hotspots (pontos de acesso) de Wi-Fi.

Nesta semana, a operadora de telecomunicações BT anunciará uma parceria com o Barclays para a instalação de Wi-Fi gratuito em 1,5 mil agências bancárias em todo o Reino Unido, o que permitirá aos clientes acessar gratuitamente a internet. A BSkyB anunciou ontem um acordo de roaming em Wi-Fi com a AT&T que permitirá a seus usuários móveis americanos em visita ao Reino Unido se conectarem automaticamente à sua rede de 16 mil hotspots. Novos hotspots estão sendo criados continuamente por provedores de Wi-Fi como a O2 e a Virgin Media, bem como pela Cloud, adquirida pela BSkyB dois anos atrás, e BT.

A BSkyB disse que a Cloud está adicionando mais de mil hotspots por mês, ao passo que a BT oferece agora cerca de 4,8 milhões de hotspots, um aumento de 40% ano sobre ano. Essa presença é consideravelmente reforçada pela parceria da BT com a Fon, uma empresa que aproveita capacidade de banda larga doméstica para oferta de hotspots Wi-Fi para outras pessoas usarem. A BT disse que quase 4 bilhões de minutos de capacidade Wi-Fi foram usados por clientes no último trimestre, o triplo do volume de acessos registrados ao longo do ano.

Serviço de visualização remota

Não são apenas empresas privadas que estão firmando acordos com operadores de telecomunicações. Na semana passada, a FirstGroup, uma empresa de transportes, revelou planos de oferecer acesso Wi-Fi em seus ônibus, ao passo que a London Underground, mediante um acordo com a Virgin Media, já equipou suas estações com um sistema de Wi-Fi que já foi usado por mais de 1 milhão de pessoas. A prefeitura de Westminster, em Londres, também já vendeu acesso a seu mobiliário urbano à O2 para a conexão de uma rede gratuita de Wi-Fi.

“Há uma sensação de que está em curso uma ‘corrida por apropriação de espaço’”, disse Andy Baker, presidente-executivo da subsidiária da BT no setor de Wi-Fi. Mas para a BT, que oferece acesso a hotspots Wi-Fi incluído em suas tarifas de banda larga, e suas concorrentes, esses serviços são um recurso adicional para reter clientes e conquistar novos usuários. “A conexão Wi-Fi muitas vezes não é, em si mesmo, um modelo de negócios, mas um meio para um fim”, disse Baker. “Pode ter a ver com distribuição de conteúdo ou de retenção de clientes. Cada novo iPad ou telefone gera necessidade de Wi-Fi.”

Dougal Scott, diretor de estratégia da Sky, disse que desde a aquisição da Cloud, a empresa lançou o serviço Sky Go, de visualização remota, que foi acessado predominantemente por meio de Wi-Fi público. “Isso tem a ver com o aumento do valor das nossas assinaturas”, afirmou. Empresas de tecnologia estão também cada vez mais oferecendo Wi-Fi. O serviço iMessage, da Apple, pode ser roteado por redes Wi-Fi – gratuito para o usuário e para a empresa –, ao passo que as ligações de voz podem ser feitas através da internet usando conexões Wi-Fi para dados e serviços como o Skype.

Bombardear o usuário com anúncios

A BT lançou recentemente seu próprio serviço de voz pela internet e a Virgin está planejando um serviço denominado SmartCall. Operadoras móveis consideram a tecnologia Wi-Fi como um complemento à cobertura de banda larga para celulares e algo que ajuda a “aliviar o tráfego” de uso crescente de dados em suas sobrecarregadas redes metropolitanas. A Juniper Research prevê que em 2016 as prestadores de serviços ajudarão a transferir cerca de 60% do tráfego de dados para redes Wi-Fi e similares.

A tecnologia Wi-Fi permite acesso rápido à internet móvel, mas apenas num raio de alcance limitado usando espectro livre não licenciado, o que significa que não consegue competir diretamente com sinais de telefonia móvel capazes de ser transmitidos em uma área muito mais ampla. Os parâmetros de velocidade e confiabilidade variam enormemente, dependendo, por exemplo, de quantas pessoas estão usando o serviço e se o Wi-Fi está conectado a uma rede de fibras ópticas.

Andrew Barron, diretor de operações da Virgin Media, disse que a estratégia da empresa é trabalhar em associação com serviços de telefonia móvel e ampliar os serviços móveis existentes. Ele abriu sua rede Tube a outras operadoras de telefonia móvel, o que significa que a Virgin gera uma tarifa de uso por atacado ao lado das vantagens proporcionadas a seus próprios clientes. A companhia está também implantando redes locais de “pequenas células” que proporcionam uma experiência de Wi-Fi em centros urbanos e serão abertas a companhias de telefonia móvel. Existem outras maneiras pelas quais as empresas podem faturar com Wi-Fi, por exemplo, valendo-se da identificação e da localização do usuário para bombardeá-los com anúncios. Para provedores de serviços de internet, porém, a oferta de recursos Wi-Fi tem um objetivo mais benéfico. Para a maioria deles, trata-se de um serviço útil adicional a ser oferecido a seus clientes (colaborou Rose Jacobs).

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[Daniel Thomas, do Financial Times, em Londres]

 fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed735_no_reino_unido_teles_disputam_wi_fi

 

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